2021/02/28

(Vira e volta a) Saudade

   É este o mote desta crónica. O nosso leitor já adivinha de quem irei falar: do nosso Romeu Bairos (que me perdoem a sua mãe, a minha colega de trabalho Elizabeth Medeiros e restante família mas, sim, também é nosso!).
   Conheci o Romeu no ano de 2005. Acabava eu de ficar colocado no quadro da EB 1,2,3/JI das Furnas e tinham-me sido atribuídas, entre outra distribuição de serviço, duas turmas do 7º ano de escolaridade. Numa delas estava um jovem chamado Romeu Bairos. Como todos os jovens da sua idade, tinha sonhos e projectos. Nessas turmas havia vários jovens das Furnas e da Ribeira Quente com dotes musicais e delas saíram bandas, concertos, artistas musicais e muita gente extraordinária e simpática que tenho como amigos.  Gente boa que animava as festas da escola com a sua música. Hoje, o destaque vai para o Romeu, aquele jovem com gostos musicais eclécticos e com a irreverência típica de um artista que se anunciava.
   O Romeu vive e respira música, participou em muitos projectos e fez muitas colaborações, fez todo um percurso que passou pelo "Caravela d'Ouro", pelo Conservatório Musical de Ponta Delgada, pelo "The Voice" mas também pelas ruas de Ponta Delgada e de Lisboa, por bares e festas e festivais tais como o Monte Verde, pelo Teatro Micaelense, pelas ilhas (da Madeira e dos Açores) e vários pontos do país.
   Gosto de pensar que o Romeu tem um pouco de mim e de todos nós que fizemos e fazemos parte da sua vida. Sempre encarei a arte de ensinar como um acto de generosidade e a escola como um lugar onde se desenvolvem cidadãos, um local onde os nossos jovens constroem a sua personalidade e o seu futuro.  Nenhum homem é uma ilha... o Romeu é o resultado da ilha, das pessoas e das vivências dentro e fora dela. Agora, o Romeu está no Festival da Canção. Nesse Festival, o Romeu "das Furnas" representa a sua ilha, representa as ilhas dos Açores (onde tem muitos fãs e amigos) mas, queremos mais, queremos que represente o país inteiro. Queremos que, junto com os Karetus (que fizeram uma aposta mais do que acertada), vá à "Eurovisão" e que ganhem, que representem a Europa. 
   É com orgulho que a EBS da Povoação vê um dos seus alumni no Festival da Canção e, mais do que isso, a fazer aquilo de que gosta e a concretizar os seus sonhos.  
Força, Romeu! Força, Karetus! Vira e volta a saudade de tempos que foram mas que nunca se esquecem.
 Armando Costa
Coordenador do Clube de Jornalismo da EBS da Povoação



2021/02/17

Comentário crítico ao conto «Bilhete com foguetão»

 

O conto «Bilhete com foguetão», de Ondjaki, é um dos contos da obra Os da minha Rua.

A curta narrativa retrata a história de um menino (o narrador) que vive momentos intensos de aflição e de amor. Além disso, o conto também aborda a «vida» numa sala de aulas de uma turma.

Numa linguagem simples e acessível, somos transportados para aquela sala de aulas onde acompanhamos com carinho os sentimentos do narrador. No entanto, deduzo que o conto está inacabado, pois não revela a sensação de felicidade ou de tristeza de Petra ao receber a carta.

Este conto mostra-nos o valor de estar apaixonado e da cumplicidade entre «amigos coloridos».

É importante referir que confirmei as expetativas que tinha antes da leitura do texto, pois pensava que seria mesmo sobre uma carta e que esta conteria um foguetão.

É desta forma, na minha opinião, uma história fascinante, divertida, a qual consegue cativar em nós várias sensações: felicidade (ao saber que o narrador gostava da Petra); emoção (ao saber que a carta continha um foguetão); aflição (quando a Marisa ia entregar a carta à Petra, mas já estava um pouco aberta); medo (que a Petra não gostasse da carta); surpresa (quando o narrador descreve fisicamente a Petra); encanto (quando o narrador comparou a pele da Petra a uma mousse de chocolate). Senti-me muito cativada com a carta de amor do narrador.

Gostei muito mesmo do conto, pois consigo comparar muitos dos acontecimentos do conto com a minha vida e principalmente com o que acontece na minha turma.

No final do conto, aprendi que a criatividade e o pensamento positivo podem levar à escrita de uma simples carta, cheia de emoção…, às vezes as coisas mais simples são as mais complexas… logo, despertou em mim o interesse de também escrever uma carta tão bela.

Recomendo a leitura a todos os que gostam de histórias inacabadas para assim, poderem imaginar o que poderá acontecer depois. É uma história romântica que mostra o que é estar apaixonado.

Jéssica Monteiro, n.º 9, 7.º C

2021/02/15

Biblioteca Escolar com novo espaço e equipamentos

A Biblioteca Escolar da EBS da Povoação (edifício da Escola Maria Isabel do Carmo Medeiros) encontra-se em mudança de espaço e de equipamentos, estando prevista a sua reabertura nos próximos dias.

Fica agora localizada no R/C do edifício escolar, permitindo um acesso mais fácil a toda a Comunidade Escolar, nomeadamente a pessoas com mobilidade reduzida, estando próxima dos restantes serviços da escola (Papelaria/ Reprografia, Serviços Administrativos, Centro de Recursos, Conselho Executivo, Gabinete Técnico de Informática e sala de Diretores de Turma). 

Dotada agora de um espaço mais amplo, está a ser equipada com novas estantes, expositores, mobiliário e outros equipamentos para melhor receber quem a visita e  a utiliza.

 A obra de ampliação do novo espaço contou com o apoio da Câmara Municipal da Povoação.

A Biblioteca Escolar é acompanhada pela Rede Regional de Bibliotecas Escolares e conta com o apoio da Câmara Municipal da Povoação, parceiros essenciais no apoio técnico e na realização de atividades da e na Biblioteca, dentro e fora do seu espaço físico.



2021/01/13

Quando se fala em TPC’s, as opiniões dividem-se. Se, para os professores, estes são considerados um método útil, para os estudantes podem ser uma verdadeira tortura. Mas será que todos os alunos acham os trabalhos de casa desnecessários? A equipa do blog Rede de Palavras quis saber e recolheu os testemunhos de alguns discentes de 8.º ano da nossa escola.

 

    É frequente, nos dias de hoje, vermos os adolescentes chegarem a casa com muitos trabalhos de casa. Contudo, não concordo com essa iniciativa de muitos educadores.

     Por um lado, para os alunos que têm mais dificuldade, sempre é bom terem algo para treinar, mas não deveria ser obrigatório, porque muitos professores chateiam-se e os alunos não têm interesse no que está a ser falado na sala de aula ou mesmo na escola. Por exemplo, o professor poderia enviar por semana uma certa quantidade de exercícios e, se os estudantes quisessem, faziam-nos.

     Por outro lado, não deveria haver trabalhos de casa, pois, ao fazê-los, gastamos algum tempo que poderia ser utilizado para fazer coisas produtivas. Por exemplo, muitos pais, enquanto fazemos os deveres, aproveitam para fazer o almoço ou o jantar, sendo que os poderíamos ajudar; podíamos também ir fazer exercício, ou sair com amigos. Também, quando chegamos a casa, queremos descansar, e, com os trabalhos de casa, ficamos preocupados sem saber se temos mais tarefas e acabamos por ficar ansiosos às vezes.

     Em suma, não concordo com o excesso de deveres e nem com o facto de, habitualmente, serem obrigatórios. É fundamental os professores terem noção às vezes da quantidade e dos prazos que dão para os fazermos.

(Lara Rodrigues, n.º 7, 8.º1)

 

     É verdade que, nos dias de hoje, os alunos recebem vários trabalhos de casa. Na minha opinião, os TPC são mesmo necessários, para uma melhor aprendizagem do aluno.

     Em primeiro lugar, os trabalhos de casa servem às vezes para treinarmos melhor a matéria que acabamos de dar ou verificar se temos alguma dúvida. Por exemplo, nas aulas de Português, temos às vezes trabalhos de casa e, na maioria das vezes, serve para tirarmos dúvidas.

     Por outro lado, discordo dos TPC serem necessários. Há vezes em que não temos tempo para os fazer, por termos que estudar para os testes, por exemplo.

     Concluindo, concordo e discordo sobre os TPC serem necessários. Eles servem como treinamento da matéria, mas também tira um pouco do nosso tempo para as outras tarefas. É fundamental que os alunos não deixem de fazer os trabalhos de casa quando os há.

(Maria Cordeiro, n.º 11, 8.º1)

 

           

      Atualmente, quase todos os professores mandam trabalhos de casa, mas será o mais correto?

     Em primeiro lugar, sim, os trabalhos de casa são mesmo necessários, pois, com eles, os alunos podem aprender alguma coisa que não souberam durante a aula e, até mesmo, estudarem para algum teste através dos trabalhos de casa.

     Por outro lado, os trabalhos de casa em excesso podem prejudicar muito o aluno, pois, se ele não perceber uma determinada matéria e tiver outros trabalhos, pode ficar muito confuso e não perceber o que fazer em todos os trabalhos de casa. Tendo muitos trabalhos, o aluno fica sem tempo para fazer as suas atividades de lazer e consequentemente pode perder a motivação de estudar e, assim, obter maus resultados escolares.

     Resumindo e concluindo, os trabalhos de casa, sem serem em excesso são uma mais-valia para os alunos.

(Filipe Bento, n.º 9, 8.º A)